Evolução do RH: 5 fases do departamento pessoal à gestão inteligente de pessoas

Categoria(s): CIA DE TALENTOS & RH
7 de maio de 2021
por Evelim Wroblewski

A evolução do RH nos mostra o quanto essa área tem ganhado espaço nas empresas e relevância para as pessoas.

A princípio, ele se limitava a atividades administrativas e burocráticas que buscavam aumentar a produtividade dos funcionários.

Mas, pouco a pouco, se transformou em uma área estratégica, com a missão de potencializar as habilidades dos colaboradores e fazer confluir os interesses dos profissionais e das empresas em uma relação ganha-ganha.

Porém, esse salto não foi do dia para a noite. E é por isso que hoje vamos falar das etapas pelas quais o RH passou e ainda passará para se tornar uma das maiores potências de uma empresa.

1. Departamento pessoal

Embora o termo departamento pessoal ainda seja usado, é consenso que ele perde, pouco a pouco, espaço para outras nomenclaturas, em especial, a gestão de pessoas.

Primeiramente, porque o conceito de departamento pessoal está atrelado somente às tarefas administrativas e operacionais relacionadas à permanência de um funcionária na empresa. Ou seja, registro em carteira de trabalho, concessão de benefícios, cálculo da folha de pagamento, entre outros.

Em segundo lugar, porque, cada vez mais, entendemos a complexidade da gestão de pessoas. Consequentemente, sabemos que não se trata apenas de registros, cálculos e processos, mas de lidar com a subjetividade humana no ambiente de trabalho.

Diante disso, o próximo passo na evolução do RH foi exatamente trazer à tona a importância desse olhar mais humano sobre as pessoas nas organizações.

2. RH 4.0

O RH 4.0 foi aquele em que passamos a perceber que, para ter uma gestão de pessoas efetiva, precisávamos olhar para o elemento humano como o principal ativo nas empresas.

Ao mesmo tempo em que percebemos que era preciso desenvolver as pessoas, seus talentos e habilidades, identificamos a necessidade de automatizar tarefas repetitivas. Ou seja, liberar os funcionários do trabalho braçal para que eles pudessem colaborar mais com seu intelecto.

Foi nessa época que percebemos uma maior valorização do capital intelectual, a criação das universidades corporativas e a visão de que o grande diferencial competitivo das empresas estava nas pessoas, não nos processos, produtos ou serviços.

Como resultado dessa evolução do RH, colhemos diversos frutos:

  • planos de carreira;
  • políticas de comunicação interna;
  • programas de treinamento e desenvolvimento;
  • concessão de benefícios;
  • entre outros.

3. RH Ágil

Como tudo muda rapidamente, passamos para uma etapa em que ter um RH mais humano já não era suficiente. A dinâmica do mercado pedia mais agilidade, maior produtividade e resultados escaláveis.

Consequentemente, chegamos ao RH Ágil. Um conceito que ainda estamos tentando internalizar, mas que já faz parte das nossas vidas. Exemplo disso é a busca constante por valorizar as pessoas, desenvolver talentos, absorver novas competências e, ao mesmo tempo, promover um ambiente corporativo saudável e equilibrado.

Além disso, o RH Ágil visava entregar mais valor em menos tempo, consumindo menos recursos. Algo que só pode ser feito com a adoção intensa de novas tecnologias e o preparo das pessoas para esse ambiente cada dia mais digital.

Nesse sentido, incorporamos softwares, aplicativos, inteligência artificial e uma infinidade de outras ferramentas de trabalho juntamente com novas metodologias, como Scrum e ITIL, por exemplo.

4. Gestão de pessoas e cultura na pandemia

Quando pensávamos que estávamos no apogeu da evolução do RH, surgiu a pandemia de coronavírus e nos mostrou que ainda havia muito por fazer.

Conforme você mesmo deve estar vivendo este período, precisamos acelerar a transformação digital, digitalizar nossas relações, aprender a trabalhar remotamente e ainda manter a cultura organizacional coesa e mais forte do que nunca.

Os desafios se multiplicaram e as diferenças se revelaram ainda mais. Então, precisamos repensar políticas de diversidade e inclusão, equidade salarial, promoção do bem-estar, saúde mental e até mesmo o futuro do trabalho no pós-pandemia.

Somado a isso, precisamos rever políticas de benefícios, visando agregar mais valor à relação entre empresa e funcionários e focar na promoção de uma experiência diferenciada no ambiente de trabalho. Afinal, o entendimento sobre o ser humano no ambiente laboral também está evoluindo, mais uma vez.

Obviamente, estamos nesta fase da evolução do RH. Mas certamente não é o último passo nessa jornada. Ainda temos que olhar para o futuro e tentar nos adequar a um novo cenário, mais incerto e muito mais dependente de estratégias de valorização do ser humano.

5. O RH do futuro: cenário pós-pandemia

Assim como o marketing tem feito uso intenso da análise de dados para compreender o comportamento dos consumidores, o RH deve seguir na mesma linha para entender com maior profundidade as expectativas, sonhos, desejos e dificuldades dos colaboradores.

Claro que já vemos iniciativas neste sentido, como o People Analytics e o mapeamento comportamental de candidatos, por exemplo. Mas podemos ir além e, de fato, personalizar a experiência de cada colaborador.

No futuro, a oferta de benefícios também tende a ser personalizada. Com a ascensão do trabalho híbrido, os clubes de benefício se destacam e oferecem uma série de possibilidades além dos convencionais VT, VA, VR.

A New Value, por exemplo, oferece descontos exclusivos no setor de beleza e saúde, restaurantes, bares, lanchonetes, shows, livros, viagens e muito mais. Ou seja, mesmo para recursos tradicionais, como os benefícios ofertados, já é possível valorizar a individualidade de cada colaborador.

Dentro dessa perspectiva, a próxima evolução do RH tende a ser ainda mais profunda do que as etapas anteriores. Afinal, com o auxílio de tecnologias como machine learning e inteligência artificial, poderemos prever a performance dos funcionários e até mesmo suas reações diante de situações desafiadoras.

Igualmente, poderemos combinar perfis profissionais de modo a criar equipes de alta performance e potencializar habilidades e resultados. Poderemos reconfigurar equipes, desenvolver treinamentos ainda mais exclusivos e assim tornar o capital humano ainda mais estratégico e diferencial para as empresas.

Temos um horizonte completamente novo e desafiador para trabalhar. E, como profissionais de RH, precisamos compreender que, para estarmos preparados para este novo cenário, nada melhor do que investir em soluções que também tenham um olhar voltado para o futuro.

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