Programas de bem-estar para funcionários: entenda os benefícios

21 de agosto de 2019
por Larissa Florindo

Empresas saudáveis ​​precisam de funcionários saudáveis. Quando as empresas priorizam o bem estar dos colaboradores, seus benefícios se refletem no bem estar da empresa. Entenda como os programas de bem-estar de funcionários impactam os resultados da empresa!

As empresas mais do que nunca estão implementando programas de bem estar para os funcionários. Tais programas são um esforço para reduzir os custos de seguros, convênios, absenteísmo e burnout.

Quando falamos sobre bem estar, as pessoas geralmente pensam primeiramente no emocional. No entanto, o bem estar é físico, mental, emocional, espiritual e social. Aplicado ao mercado de trabalho, é certo dizer que, se preocupar com o bem estar é uma maneira holística de analisar a saúde física e mental de um funcionário.

Há uma tendência no meio corporativo de elaborar um “menu de iniciativas” com relevância mínima para os reais problemas de bem estar dos funcionários. Por isso, não é de se surpreender que muitas dessas iniciativas tornam-se modas passageiras que eventualmente morrem.

Funcionários diferentes possuem necessidades diferentes

Funcionários com cargos diferentes costumam ter necessidades diferentes. Por exemplo, um profissional de obras tem demandas físicas consideráveis ​​devido à natureza de suas tarefas. De modo que, se beneficia de uma iniciativa de bem estar que inclui intervalos mais frequentes ou massagens gratuitas. 

Já um profissional que trabalha no escritório é mais sedentário e poderia desfrutar de uma mesa de pé ou de uma academia. Enquanto isso, um paramédico poderia achar útil sessões de aconselhamento regulares.

Os programas de bem estar para funcionários e as vantagens que os acompanham parecem uma nova tendência. Mas, na verdade, é um conceito que existe algum tempo. 

Tais programas começaram a surgir na década de 70. Nessa época, as empresas introduziram exercícios como forma de melhorar a saúde física de seus funcionários. Com o tempo, os empregadores perceberam que o bem estar dos funcionários vai além do físico. E assim, começaram a incluir também programas voltados às necessidades mentais e emocionais.

Isso nos leva até hoje, onde é comum que as empresas ofereçam uma ampla gama de opções de bem estar. Estas vão desde o fretado até lanches saudáveis disponíveis full-time ​​e horários de trabalho mais flexíveis.

Melhora no bem estar dos funcionários impacta a empresa como um todo

Para começar, os programas de bem estar para funcionários evitam doenças em todos os sentidos. Isso gera que gera menos absenteísmo e um time mais feliz. Apoiar o bem estar de seus funcionários está vinculado a cultivar um relacionamento mais forte. Além disso, demonstra uma preocupação genuína com a saúde em todos os aspectos.

Quando os funcionários sentem que suas necessidades de bem estar são uma prioridade, o nível de satisfação no trabalho melhora. Esse é um fator extremamente importante na redução da rotatividade. Acima de tudo, esses programas comprovaram melhorar o moral geral, resultando em aumento de produtividade.

Integrando valores tradicionais com um mindset moderno

A visão tradicional dos programas de bem estar dos funcionários está centrada no retorno do investimento (ROI). Nessa visão, a empresa acabaria pagando menos, o resultado final seria melhorado e a população seria mais saudável. 

Entretanto, hoje, entendemos que há muitos outros fatores que afetam o bem estar para além das necessidades físicas. A saúde mental e as necessidades sociais são tão importantes quanto a saúde física, já que ambos se impactam. Assim, o foco passou do retorno sobre o investimento para o valor do investimento.

Os funcionários querem e precisam sentir que o seu empregador se preocupa com eles e, quando se sentem assim, há uma enorme melhoria na retenção.

Visualizando o bem estar como uma hierarquia de necessidades

Os funcionários são motivados por diferentes fatores, dependendo de onde eles se encontrem na hierarquia de necessidades de Maslow

A conhecida hierarquia de Maslow propõe que as chamadas “necessidades de deficiência”, que incluem necessidades fisiológicas, necessidades de segurança, um sentimento de amor, pertencimento e estima, têm precedência sobre todas as outras necessidades.

Necessidades de deficiência não satisfeitas levam à insatisfação e desconforto pessoal. Somente quando os níveis de necessidades de deficiência forem preenchidos, o indivíduo se sentirá motivado a buscar as necessidades de nível mais elevado de estima.

Como as necessidades de nível mais baixo precisam ser satisfeitas antes que as necessidades de nível superior se tornem predominantes, os programas de bem estar devem ser orientados para atender primeiro às necessidades de nível mais baixo. Assim, os funcionários se sentirão mais motivados a buscar níveis mais elevados de bem estar pessoal.

Um programa que fornece refeições nutritivas para os funcionários apela para as necessidades de nível inferior (fisiológicas), enquanto uma aula de desenvolvimento pessoal aborda a estima ou a autorrealização.

No topo da hierarquia da pirâmide estão as necessidades de autorrealização – a joia da coroa da motivação humana. Ser motivado pela autorrealização significa buscar atingir nosso mais alto potencial. É o pico da pirâmide, o ponto para o qual o RH deve atuar para que os funcionários subam.

Colocando teorias de bem estar em prática

Uma empresa pode ajudar os funcionários a atender às necessidades de segurança de várias maneiras.

A segurança psicológica é um elemento essencial que promove ótimo funcionamento pessoal e interpessoal entre os funcionários. 

Por exemplo, se uma pessoa não se sente psicologicamente segura em um relacionamento, ela pode se sentir na defensiva. Assim, pode acabar restringindo ou censurando sua expressão. Por outro lado, quando uma pessoa se sente psicologicamente segura, é capaz de assumir riscos, expressar ideias fora do comum e exercitar sua criatividade.

Facilitar um ambiente que incentive a comunicação e o feedback abertos – e não hostis – tem um enorme impacto no senso de segurança psicológica de um funcionário. 

As empresas que priorizam a segurança psicológica, têm funcionários que se sentem à vontade em seu local de trabalho, e com a certeza do valor de seu papel na organização. O que aumenta a probabilidade de permanecerem por mais tempo como parte do time.

Programas de reconhecimento incentivam os funcionários a darem e receberem respeito e apreciação mútuos. Por sua vez, os relacionamentos entre funcionários e a moral geral são aprimorados, o que comprovadamente beneficia as empresas de várias maneiras a longo prazo.

Lembre-se que o propósito do reconhecimento é impulsionar maiores níveis de “esforço discricionário”. Tal esforço ocorre quando nós, como pessoas, nos sentimos inspirados a fazer mais.

Josh Bersin, da Forbes, define “esforço discricionário” como a motivação extra que sentimos quando somos inspirados a percorrer a segunda milha em nosso trabalho.

Olhando para a hierarquia de necessidades de Maslow, podemos ver que o aumento do esforço discricionário está alinhado com os conceitos de pertencimento e estima. Um programa de reconhecimento de pares pode ajudar com cada uma dessas necessidades sociais e psicológicas. Assim, é possível melhorar o bem estar tanto no trabalho quanto em casa.

O impacto do bem estar na cultura da empresa e além dela

Um estudo de 2013 da Population Health Management, descobriu que empresas com programas bem sucedidos de bem estar não apenas incentivavam a participação dos funcionários, mas também enfatizavam o conceito de bem estar como parte integrante da cultura de sua empresa. 

Essa descoberta implica que, embora os benefícios financeiros de funcionários saudáveis ​​sejam, sem dúvida, uma vantagem, é importante que as empresas tratem as necessidades de bem estar de seus funcionários como uma das principais prioridades.

Além das recompensas financeiras de colocar o bem estar dos funcionários no topo da lista de prioridades de uma empresa, essas iniciativas contribuem para a qualidade de vida dos indivíduos e para o bem estar da sociedade como um todo. 

O bem estar no local de trabalho tem um efeito cascata na vida pessoal dos funcionários. Os funcionários mais saudáveis ​​também são cidadãos mais saudáveis, que podem participar mais ativamente e contribuir com suas comunidades.


Os programas de bem-estar de funcionários são uma excelente forma de investir na qualidade de vida dos colaboradores. Funcionários satisfeitos tem maior tendência a serem produtivos. A empresa é feita por pessoas – portanto, o investimento nos colaboradores é investir na empresa.

Antes de implantar qualquer programa de bem estar, analise as necessidades dos funcionários e dos cargos que cada um atua. Avalie os prós e contras de cada programa e adapte-os às necessidades de todos.

E nunca se esqueça: o primeiro bem estar que é possível promover de antemão é o respeito, sob qualquer circunstância.

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