5 erros comuns em processos seletivos

14 de outubro de 2021
por Evelim Wroblewski

Ao abrir um processo seletivo, as expectativas das empresas podem ser altas: encontrar o melhor candidato para uma vaga, que domine todas competências necessárias, contribua para o crescimento do negócio e, ainda, que seja aderente à cultura organizacional.

Mas será que os processos seletivos estão sabendo atrair essas pessoas?

Sim, é verdade que há milhares de pessoas procurando por uma vaga, e o RH pode imaginar que basta abrir a oportunidade ao público e as pessoas vão fazer fila.

Mas, se sua empresa quer contratar os melhores talentos, esse processo deve ser cuidadosamente pensado. Há erros comuns no processo seletivo que podem minar todos os esforços do RH e afastar justamente os melhores candidatos.

Por isso, trouxemos uma lista do que sua empresa não deve fazer. Evite esses erros comuns em processos seletivos e maximize as chances de encontrar os profissionais mais qualificados e diminuir as chances de turnover

#01 Não dar feedback

Essa é talvez a maior reclamação entre os candidatos: participar de um processo seletivo e não ter nenhum retorno. 

Imagine toda a energia emocional — para não falar do tempo de dedicação e até mesmo recursos financeiros — que um candidato depositou na possibilidade de trabalhar com sua marca. 

Estudar seus valores, missão, entender melhor a cultura da sua empresa, buscar referências de como é trabalhar na sua organização, etc. Tudo isso faz parte da vida de qualquer candidato que leve a sério sua busca por uma oportunidade. 

Além disso, o momento da busca por emprego naturalmente gera ansiedade e estresse. E esperar semanas sem sequer saber se continua no processo ou não só agrava a situação. Ter empatia com isso mostra respeito e humaniza sua empresa. Afinal, um processo seletivo não é uma via de mão única. Ele é uma relação, mesmo que momentânea, bilateral, algo que não podemos esquecer. 

Nas primeiras etapas, quando o número de pessoas é muito grande, é possível enviar mensagens automatizadas informando que a pessoa não passou para a próxima etapa. Já nas últimas fases, é importante dar um feedback sobre o porque o candidato não foi aprovado, mesmo que seja curto e sem muitos detalhes.

Dar um feedback humanizado, aliás, pode ser bom para a imagem da empresa também como marca empregadora, ao criar um sentimento de que ela se preocupa com todos, inclusive com os não selecionados. 

#02 Falta de transparência

A falta de transparência é outro dos erros comuns em processos seletivos.

Quando começa o processo seletivo? Quais são as etapas e quanto tempo cada uma deve durar? Como é a modalidade de avaliação: presencial, virtual, ou híbrida? O que é preciso apresentar? O que a empresa está buscando?

Se os candidatos começarem a ter muitas dúvidas, eles vão pensar duas vezes antes mesmo de começar, principalmente se tiverem opções melhores.

É preciso, assim, que a empresa tenha muita clareza do que ela está buscando e como seu processo se desenrolará, de forma que essas informações possam ser repassadas para os candidatos de forma objetiva.

A transparência também passa por uma comunicação fluida, pelo fornecimento dos canais por onde as pessoas podem entrar em contato e, quando possível, responder as perguntas que possam surgir.

Se você não for transparente em relação ao que tem a oferecer, como pode esperar que as pessoas façam o mesmo? Dê o exemplo e o público vai devolver da mesma forma. 

#03 Descrição incorreta ou insuficiente da vaga 

Quer afastar talentos? Desenvolva processos seletivos que não sejam assertivos.

Os melhores talentos sabem o que querem, sabem o que buscam e o que precisam encontrar já desde o anúncio das vagas. 

Com descrições incorretas ou insuficientes, você confunde os candidatos. E também perde a chance de encontrar aquele profissional que precisa. 

Imagine a quantidade de vagas que são publicadas todos os dias em portais e redes. Some a isso as novas modalidades de trabalho remoto, o que amplia muito mais o leque de possibilidades para os melhores talentos do mercado. 

Se você publicar uma descrição incorreta, os candidatos vão perder o interesse no momento em que descobrirem que algo não foi dito corretamente. E, se não publicar todas as informações necessárias, muita gente vai ficar com um pé atrás e talvez perca o interesse pela oportunidade. 

Processos seletivos pouco efetivos podem sair caro, levando muito tempo e consumindo recursos. Ao escrever um anúncio, procure contar uma história clara com ele, descreva com detalhes qual a atuação que a pessoa terá e faça com que ele seja revisado pelos gestores antes de publicá-lo.

#04 Privilegiar números, e não a qualidade dos candidatos

Muitos profissionais de RH podem imaginar que, quanto mais candidatos para uma vaga, melhor. Afinal, um grande número parece indicar que a empresa está sabendo atrair. Mas de nada adianta atrair centenas de candidatos e nenhum deles ter o perfil que você deseja.

Além disso, quanto mais pessoas, mais tempo e recurso são usados para avaliar todos os perfis, um processo que pode lembrar aquela expressão popular: procurar agulha num palheiro.

É melhor ser mais específico nas suas vagas, mesmo que isso possa atrair menos gente em um primeiro momento. Por outro lado, a tecnologia também pode nos ajudar nesse sentido. É possível ter filtros melhores para selecionar, de forma automatizada, aqueles mais aderentes.

Um exemplo é usar assessments para ajudar seu RH. Estas ferramentas de análise comportamental são grandes aliadas da formação de equipes afins, que se relacionam bem e potencializam ainda mais o poder que as hard skills têm, quando integradas em conjunto. 

Lembrando também que os assessments não são testes, e sim, avaliações. Um candidato, quando passa por uma jornada de autoconhecimento, é convidado a responder perguntas que não têm, necessariamente, respostas certas. 

Como resultado, as jornadas devolvem um perfil dos candidatos, e aí cabe a você comparar isso com números e fazer com que o qualitativo e o quantitativo caminhem juntos. 

#05 Muitas etapas, processo cansativo 

O último dos erros comuns em processos seletivos está relacionado à duração do processo.

Por vezes, é natural que as empresas queiram se demorar para ter certeza de que estão fazendo a melhor escolha. Mas processos morosos demais podem ter o efeito indesejado de afastar as pessoas mais requisitadas pelo mercado.

É preciso se lembrar, aqui, que raramente uma pessoa se candidata unicamente a uma só vaga. Assim como as pessoas concorrem a uma vaga, as empresas também estão concorrendo pelos melhores candidatos. Se eles tiverem que escolher, provavelmente vão cortar de sua lista os processos que levam tempo demais. 

Em segundo, demorar muito mostra que a sua equipe de RH não consegue processar as coisas a tempo. E ainda: quanto mais tempo você leva no processo seletivo, mais recursos e horas de pessoal vai gastar com isso. Por consequência, os candidatos também ficarão desmotivados e terão menos vontade de trabalhar em sua empresa.

Pode até ser que dê certo, mas acaba ficando tudo muito cansativo, para ambos os lados. 

Além de tudo isso, se sua marca ganhar fama de que leva séculos para contratar alguém, muitas pessoas podem diretamente evitar aplicar para suas vagas. 

Se sua marca quiser evitar todos esses erros comuns em processos seletivos, também pode contar com a ajuda de quem mais conhece sobre processos seletivos. Para isso, o Bettha oferece o melhor custo-benefício na hora de contratar, com soluções ágeis e inovadoras que elevam a qualidade dos recrutamentos.

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